4.0

 

Hoje, 23 de Agosto de 2012, estou completando 40 anos de vida. Para assumirmos uma linguagem mais moderna e figurativa, chamemos 4.0.

Analogamente ao carro, um 1.0, motor mil, segue com seus objetivos. Mas um 4.0 ( Se é que existe!) Tem uma potência inigualável.

Na verdade não entendo nada de carros, mas sei que é por aí o caminho.

Affonso Romano Sant’anna tem um texto maravilhoso sobre a mulher de 30.

Mas, afinal, qual a diferença de se ter 40 anos? Sei lá! Estou iniciando hoje no grupo das quarentonas. Maturidade é bom. Eu gosto. Ainda não cheguei lá, há um longo caminho a percorrer, sou ainda uma criança precisando de colo, chorosa e receiosa sobre a vida, mas crescer é um processo.

Divagando um pouco sobre esta tragetória, podemos considerar cada fase da vida como um lance de escada. Comecemos com o nascimento.

Nascer é doloroso. Só pode ser. Já nascemos chorando, ou, se não o fizermos, o médico provocará dor para que o choro saia de qualquer maneira. Deve ser ruim sair daquele espaço acolhedor para vivermos o desconhecido. Esta é a primeira mudança drástica a que nos submetemos: sair do útero para a vida como se ela já não nos fosse realidade desde a concepção.

Começa aí a vida propriamente dita, o início da contagem dos dias, meses e anos de uma vida até seu fim.