Usando o orkut!

Engraçado…parece que quem usa o orkut passa por várias fases. Eu passei e vi mais um amigo, algum tempo depois, na mesma…

A primeira é a fase da febre. Ih! Adicionar todos. Quanto mais, melhor. Comunidades ADD? Tô nessa. E aí, mil amigos é o sonho de todo iniciante. Fora as comunidade, uma beleza, cada uma melhor que a outra e vamos adicionando…

A segunda é a fase da revolta. Você se cansa de tantas mensagens das mil comunidades em que você está inscritos e dos 999 amigos desconhecidos. Exclui todo mundo. Exclue as comunidades. Exclue logo o orkut e pronto! Sai por aí afirmando que o orkut não presta, só tem um monte de gente para brincar com fotos e bisbilhotar sua vida.

A terceira é a fase da moderação. Com saudades do orkut, você cria outro, mas aí, como está mais maduro e altamente conhecedor de todo o processo orkutiano, só adiciona os amigos, mas amigos mesmo, pelo menos os que você tem contato, que vê de vez em quando ou que moraram na mesma rua que você há tempos…

É, comigo foi assim. Com um amigo também. E com você, como foi?

 

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Questionamento

 

O meu amigo
Me levou lá prum teatro
Pr’assisti um home
Tocando piano
Mas olha que eu fiquei invocado.

Como é que ele sabia
que tecla tocá
pra sair aquela música
danada de boa?

E tem mais coisa
que eu sou doido pra saber.
Segura que lá vai.

Como é que a professora
Consegue juntar
aquele monte de coisa do papel e ler?

Como é que a gente vê os preços lá em cima
E dizem na televisão
Que uma tal de inflação
Tá desse tamainho?

Como é que eu
e um bocado de amigos meus
não entram nem na casa dum pessoal
lá do bairro
que é branco
e dizem que aqui no Brasil
não tem esse negócio de preconceito.

E olhe que um dia
Eu fui numa loja
E tomei um susto
Com um homem de paletó me perguntando:
Qué que eu tava fazendo lá.

Mas ele foi educado.
Pegou na minha blusa suavemente
E me levou lá pra fora.

Acho que lá
Não tinha o que ia comprar
E o patrão dele
Deve mandar ele
Tratar bem os clientes…

Tá bom!

Chega de perguntá.

Eu não tenho nem como
Saber as respostas.
Eu vou é trabalhá.

Esse negócio de pensar
Não foi feito pra mim não.

4.0

 

Hoje, 23 de Agosto de 2012, estou completando 40 anos de vida. Para assumirmos uma linguagem mais moderna e figurativa, chamemos 4.0.

Analogamente ao carro, um 1.0, motor mil, segue com seus objetivos. Mas um 4.0 ( Se é que existe!) Tem uma potência inigualável.

Na verdade não entendo nada de carros, mas sei que é por aí o caminho.

Affonso Romano Sant’anna tem um texto maravilhoso sobre a mulher de 30.

Mas, afinal, qual a diferença de se ter 40 anos? Sei lá! Estou iniciando hoje no grupo das quarentonas. Maturidade é bom. Eu gosto. Ainda não cheguei lá, há um longo caminho a percorrer, sou ainda uma criança precisando de colo, chorosa e receiosa sobre a vida, mas crescer é um processo.

Divagando um pouco sobre esta tragetória, podemos considerar cada fase da vida como um lance de escada. Comecemos com o nascimento.

Nascer é doloroso. Só pode ser. Já nascemos chorando, ou, se não o fizermos, o médico provocará dor para que o choro saia de qualquer maneira. Deve ser ruim sair daquele espaço acolhedor para vivermos o desconhecido. Esta é a primeira mudança drástica a que nos submetemos: sair do útero para a vida como se ela já não nos fosse realidade desde a concepção.

Começa aí a vida propriamente dita, o início da contagem dos dias, meses e anos de uma vida até seu fim.

A Arte de Ser Feliz

 

Ser feliz é algo tão complexo e tão simples! Somos felizes a cada manifestação de alegria no outro, quando realizamos algo muito desejado e quando fazemos alguém feliz. Não precisa ser algo inusitado, caro, ou pode ser também tudo isto e muito mais. A alegria está mais no receber do que a coisa propriamente dita. Seu estado de espírito é que vai definir o título de felicidade a seu ser e não a coisa recebida. Ser feliz também pode ser considerada uma decisão: serei feliz. Enfrentarei as dificuldades com um sorriso largo no rosto, mas seguirei, sem pestanejar, com a certeza de algo bom. O simples é simples mesmo. Sem maiores delongas. O complexo é o ser, que não se contenta, que quer mais, que insiste em não ser feliz, mesmo tendo tudo, ou nada. Novamente, o foco não é o ter, mas o ser. E aí, que decides?

Sonho ou realidade?

Há coisas que acontecem em nossas vidas que nem acreditamos. Será mesmo que isto está acontecendo? Pensamos não ser real o que vivemos. Isto porque, muitas vezes, temos um sentimento de sofrer sempre, como se isto fosse nos redimir. É muito importante sabermos que podemos ser muito maior do que somos, com vitórias, alegrias, sonhos e realidades. Momentos ímpares de uma vida, de uma existência.